Programa Trilhas Potiguares apresenta resultados da edição especial na Amazônia Paraense
27/08/2026
As ações ocorreram entre 14 e 20 de junho de 2026 em seis localidades do Pará
Por Larissa Guedes
Seminário de avaliação e encerramento do Programa Trilhas Amazônia | Foto: Larissa Guedes
O Programa Trilhas Potiguares (PTP), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em comemoração aos 30 anos, realizou duas ações de extensão em 2026: uma local, em 14 cidades do Rio Grande do Norte e uma nacional, no Pará. A edição da Amazônia Paraense contou com uma equipe multidisciplinar, formada por docentes, discentes e servidores das áreas de Educação, Saúde, Trabalho e Renda, Direito Humanos e Justiça, Meio Ambiente e Comunicação Social e atendeu aos municípios de Belém (Outeiro, Ilha do Combú, Tomé-Açu, São Sebastião da Boa Vista, Curuçá e Aurora do Pará, no período de 14 a 20 de junho
Na última sexta (21), ocorreu o seminário de avaliação e encerramento do Trilhas Potiguares na Amazônia Paraense, no qual foram apresentados os resultados das ações desenvolvidas. O encontro foi conduzido pelo Pró-reitor adjunto de Extensão e coordenador geral do Programa, Prof. Dr. Luiz Alves, e pelo Coordenador adjunto do Programa Trilhas Potiguares, Prof. Dr. Itamar Nobre. Os professores destacaram a importância do Programa e o quão transformador é a experiência de participar do programa de extensão mais longevo da UFRN.
Prof. Dr. Itamar Nobre e Prof. Dr. Luiz Alves | Foto: Fabrício Feitosa
Os resultados destacaram a cooperação entre instituições para o desenvolvimento das ações no Pará, compostas pela UFRN, o Instituto Federal do Pará - IFPA e a Universidade Federal Rural da Amazônia - UFRA. Além de representantes da Universidade de Save (Unisave - Moçambique) e da Universidade de Murcia (UM - Espanha), Instituições parceiras da UFRN.
O Trilhas Pará mobilizou uma equipe formada por 9 docentes da UFRN, 1 da UNISAVE, 1 da UM, 1 do IFRN; 3 doutorandas, 2 pós-doutorandas, 17 alunos de graduação da UFRN, 1 servidor da UFRN e 1 aluno de graduação da UM. Além de 184 colaboradores (docentes e discentes) de instituições parceiras como a UFRA e o IFPA. O número total de atividades desenvolvidas pela equipe multidisciplinar foi de 77 ações divididas em oficinas, workshops, palestras e minicursos, atendendo um público total de 2.263 pessoas diretamente.
A multidisciplinaridade permitiu que diversas áreas fossem atendidas. No eixo de Educação e Cultura, destacaram-se oficinas de alfabetização e letramento científico, formação continuada de professores e discussões sobre sono, saúde e aprendizagem. No eixo de Saúde e Ecologia Aplicada, houveram capacitação em primeiros socorros e prevenção de doenças crônicas, como diabetes, além de oficinas sobre inovação em tecnologia para o controle do ciclo de reprodução do Aedes aegypti em ilhas amazônicas. No eixo de Meio Ambiente e Sustentabilidade, a população teve a oportunidade de participar de ações voltadas para a coleta seletiva, reutilização de materiais, gestão comunitária da água e valorização dos saberes locais. No eixo de Trabalho, Renda e Desenvolvimento, houve formação para o estímulo do turismo de base comunitária e o fortalecimento do protagonismo local. No eixo de Direito e Justiça, ocorreram rodas de conversas voltadas ao protagonismo feminino, inclusão e combate às desigualdades de gênero. Já no eixo de Comunicação Social, desenvolvida pelo Projeto agência Escola Comtrilhas, além da cobertura midiática com dezenas de postagens nas redes sociais e 15 matérias sobre as ações publicadas no Portal da UFRN, na Agência de Comunicação da UFRN (Agecom/UFRN), no site do Trilhas e no Blog do Comtrilhas, houve oficinas formativas de webrádio, fotografia documental, uso responsável de celulares e prevenção ao cyberbulling.
As ações desenvolvidas contribuíram para a aproximação da Universidade com as comunidades atendidas, promovendo troca de conhecimento acadêmico e saberes locais. Os resultados destacam o fortalecimento da relação entre a universidade e a sociedade, a promoção da formação acadêmica, profissional e cidadã dos(as) discentes envolvidos(as) nas atividades, o estímulo à cooperação acadêmica a à internacionalização, além da valorização dos saberes e conhecimentos das comunidades e do estabelecimento de possibilidades de continuidade das ações e novas parcerias.
Clara Albuquerque, discente da equipe de Direitos Humanos e Justiça | Foto: Fabrício Feitosa
Apesar da menção de alguns pontos a melhorar, em unanimidade, discentes e docentes comentam que participar do Programa é uma experiência inesquecível. Clara Albuquerque, discente que participou da equipe de Direitos Humanos e Justiça, relatou que é “simplesmente incrível, sensacional, o que é que esse Programa Trilhas Potiguares é capaz de fazer. Ele transforma vidas, muda a realidade e transforma nós, seres humanos”. Para Janaiky Almeida, professora do Departamento de Serviço Social, o Programa traz um nível de aprendizado que poucas pessoas têm acesso, sejam elas discentes ou docentes. Os relatos ressaltam ainda a disposição em participar novamente das ações desenvolvidas pelo Trilhas Potiguares quantas vezes forem necessárias, destacando a sua relevância para a formação acadêmica e pessoal motivada pela aprendizagem mútua ocorrida através da interação entre eles(as) com as comunidades e os saberes locais.
