Projeto de extensão da UFRN contribui para a formação profissional e cidadã de alunos de comunicação social
30/06/2026
Há 17 anos responsável pela comunicação social do Programa Trilhas Potiguares, o Projeto Comtrilhas acompanhou e registrou a edição comemorativa dos 30 anos do Programa, realizada em municípios paraenses.
Por Gilvictor Nascimento e Natália Guimarães- Projeto Comtrilhas/UFRN
Atuação em prática no Trilhas Potiguares, foto: Itamar Nobre
A comunicação social do Programa Trilhas Potiguares é feita pelo Projeto Comtrilhas - Agência Escola de Comunicação Social no Programa Trilhas Potiguares desde 2009, completando 17 anos em 2006. ´é um projeto vinculado ao DECOM - Departamento de Comunicação Social da UFRN - Universidade do Rio Grande do Norte e ao CICULT - Grupo de estudos em Comunicação e Cultura Visual, da mesma Instituição de Ensino Superior. entre 14 e 20 de junho o Projeto participou da ação de extensão em âmbito nacional, desenvolvida em municípios do Pará, como Belém (ilhas de Outeiro e Combu), Aurora do Pará, Tomé-Açu, Curuçá e São Sebastião da Boa Vista, na ilha de Marajó. Foi uma ação desenvolvida em parceria com o IFPA - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará, e a UFRA - Universidade Federal da Amazônia.
A equipe do Projeto desempenhou o papel na construção de um banco de informações textuais e visuais em fotografia e vídeo, assim como realizou oficinas de fotografia, gestão de mídias e redes sociais, webrádio e sobre educação e uso do celular por crianças e adolescentes. Foram atendidos públicos-alvos diversos entre o 11 e 18 anos, em idade escolar. Foi responsável por documentar as experiências, dar visibilidade às ações extensionistas e preservar a memória do Projeto. Acompanhou cada etapa da programação, desde o processo de preparação até a realização das atividades no estado do Pará.
Para garantir uma cobertura qualificada e alinhada aos princípios da extensão universitária, foi estruturado um percurso formativo que reuniu estudantes e profissionais em torno de diferentes linguagens e práticas comunicacionais. entre as ações que antecederam à viagem estão ofertas de oficinas remotas sobre comunicação social, sociedade, audiovisual e muitas outras. A equipe do projeto foi constituída pelo Prof. Dr. Itamar Nobre, coordenador do projeto, Lucas targino e fabrício Feitosa, bolsistas do Projeto e teve a participação do Fotógrafo da Agecom - Agência de Comunicação da Comunica Superintendência de Comunicação da UFRN, Cícero Oliveira, que atuou também como membro do Projeto, sendo resultado de uma parceria entre o Comtrilhas e a Agecom.
No campo da comunicação visual, o fotógrafo da Agecom/RN, Cícero Oliveira ministrou uma oficina sobre fotodocumentarismo. Com experiências anteriores em vivências no RN e Moçambique, Cícero expressa essa vivência da seguinte forma: “a grandeza do Trilhas Potiguares nos proporciona uma experiência sempre enriquecedora. A possibilidade de participar como fotógrafo institucional e como membro do Projeto Comtrilhas, ministrando oficinas, me ajuda a ter uma melhor dimensão do enorme alcance do Programa. Os saberes técnicos compartilhados são inúmeros e muito proveitosos, mas acima de tudo, acredito no crescimento do ser humano, saímos todos engrandecidos”.
As formações foram planejadas para proporcionar aos participantes uma experiência ampla e interdisciplinar, reunindo diferentes linguagens, técnicas e perspectivas da comunicação. Ao longo da semana, os estudantes tiveram contato com áreas fundamentais para a cobertura das ações extensionistas, desde a produção audiovisual até a gestão de mídias. Lá no pará foram inseridos no grupo 16 alunos e alunas de áreas como administração, contabilidade, agronomia e meio ambiente atuando como produtores de conteúdo em comunicação social multilinguagem.
O coordenador do Projeto Comtrilhas e coordenador adjunto do Programa Trilhas Potiguares, prof. Dr. Itamar Nobre aponta que “são nesses momentos que se percebe o quanto a extensão universitária deve ter caráter de vanguarda no alinhamento do tripé, constituído também pelo ensino e pesquisa, percebo que os alunos adiantam o seu aprendizado. Noto que em uma semana eles aprendem na prática mais do que aprenderiam em tempos mais longos. Certamente a preparação para atuar no mercado, como profissionais, ou na sala de aula como docentes, ou como futuros pesquisadores terá uma carga imensurável do conhecimento adquirido na extensão. Ele acrescenta que atualmente, no mercado da comunicação social há inúmeros profissionais ocupando funções importantes, que tiveram experiências vivenciadas nos projetos de extensão de comunicação social”.
O processo de formação teve a contribuição de profissionais como Alexandre santos e Silvio Andrade, com oficinas de webrádio; Érica Conceição conduziu a oficina de Produção em Audiovisual, abordando processos de captação, narrativa e edição de conteúdos; Na oficina de Entrevista, Glacia Marillac destacou a importância da escuta qualificada e da construção de diálogos sensíveis com os sujeitos retratados; Taiane Cristina apresentou possibilidades narrativas para o formato podcast; Alan Vinicius apresentou os fundamentos da pauta jornalística e da produção de notícias. As reflexões sobre comunicação comunitária e escuta territorial foram conduzidas por Cleo Gil, reforçando o compromisso com os contextos e saberes locais; Josileide de Oliveira trabalhou estratégias de assessoria de comunicação e gestão de mídias, e Rierson Marcos encerrou o ciclo formativo com a oficina Linguagem Fotográfica: Narrativas, Olhar e Memória no Trilhas Potiguares 2026, propondo reflexões sobre a fotografia como instrumento de registro, memória e construção de narrativas.
Além da equipe presente no Pará, a cobertura do Trilhas Potiguares contou com o trabalho fundamental de uma equipe remota sediada em Natal, responsável por garantir a continuidade e a agilidade dos processos comunicacionais durante toda a programação. Atuando nos bastidores, os bolsistas Gilvictor Nascimento (@gilvictor.ns), Natália Guimarães (@natalia_guimaraes20), Letícia Oliveira (@leticia.olivrs ), Larissa Guedes (@_largs) e Nariely Dantas (@narielydantas) desempenharam funções ligadas à assessoria de comunicação, gestão de mídias e redes sociais, produção e revisão de conteúdos jornalísticos, monitoramento das atividades desenvolvidas em campo, edição de vídeos, organização de materiais fotográficos e apoio à divulgação institucional.
O trabalho integrado entre a equipe local e os bolsistas que acompanharam presencialmente as ações no Pará, Fabrício Feitosa (@fabricio_feitosa_ofc) e Lucas Targino (@lucastarg), permitiu que as atividades fossem registradas e compartilhadas em tempo real, ampliando o alcance das ações do programa e fortalecendo a comunicação entre a universidade, os participantes e a sociedade. Essa atuação conjunta evidenciou a importância do trabalho colaborativo e da comunicação estratégica para a construção da memória e da visibilidade do Trilhas Potiguares.
Para Fabrício Feitosa, estudante de Jornalismo da UFRN, a experiência no Pará permitiu articular os conhecimentos desenvolvidos na universidade com a prática extensionista, fortalecendo sua atuação como comunicador. Segundo o estudante, a convivência com a equipe e com as comunidades ampliou sua compreensão sobre o papel social do jornalismo. “Para mim, a experiência de ter participado e desenvolvido as ações com a equipe foi bastante proveitosa. Aprendi muito com cada um deles e também pude colocar em prática os conhecimentos teóricos adquiridos na UFRN”, afirma. Fabrício destaca ainda que a proximidade com as comunidades e com os demais estudantes ampliou seu olhar jornalístico e despertou o desejo de compartilhar os aprendizados vivenciados durante a edição do Trilhas Potiguares no Pará com outros estudantes da universidade, reforçando o caráter formativo e multiplicador da experiência extensionista.
Após o período de formação, a equipe de comunicação do Rio Grande do Norte iniciou sua trajetória rumo ao estado do Pará no dia 14 de junho, acompanhando uma das edições consideradas importantes para o Programa Trilhas Potiguares. A viagem marcou o início de uma experiência construída a partir do encontro entre diferentes culturas, territórios e saberes, reafirmando o papel da extensão universitária como ponte entre a universidade e a sociedade.
No Pará a oficina de Web Rádio, atendendo a um público de 70 pessoas em duas foi conduzida por Lucas Targino, estudante de Jornalismo da UFRN, e Fabrício Feitosa. Bolsistas vinculados ao projetos, ambos compartilharam conhecimentos sobre produção sonora, transmissão digital e práticas de comunicação em plataformas radiofônicas voltadas para a internet. Além da contribuição formativa junto aos participantes, Lucas e Fabrício desempenharam um papel importante no suporte técnico das atividades comunicacionais do Trilhas Potiguares, colaborando na organização dos processos de produção e na operacionalização dos recursos necessários para a cobertura do evento. A atuação da dupla evidenciou a integração entre ensino, extensão e formação profissional, demonstrando como a experiência universitária pode contribuir diretamente para o fortalecimento das ações desenvolvidas pelo Programa, além dessa ações também foram ministradas oficinas de Gestão de mídias e redes sociais.
Segundo o Professor Luiz, ao destacar a importância da comunicação para as ações extensionistas, ele ressalta que a visibilidade do Programa Trilhas Potiguares está diretamente relacionada ao fortalecimento da extensão universitária e à aproximação entre a UFRN e as comunidades. Segundo ele, o programa representa um dos principais projetos estratégicos da PROEX e constitui um elo entre a universidade e os municípios potiguares, especialmente aqueles que mais necessitam da presença da instituição. Nesse contexto, enfatiza que “dar visibilidade ao Programa Trilhas Potiguares é de fundamental importância, primeiro porque a extensão é uma das principais formas de a universidade se inserir na comunidade e atuar com a comunidade”. O docente também destaca que iniciativas como o Comtrilhas, a Agência Fotec, a Comunica, os canais oficiais da PROEX, a Rádio Universitária, a TV Universitária e a mídia local contribuem para ampliar o alcance das ações extensionistas, fortalecendo a extensão universitária tanto no ambiente acadêmico quanto na sociedade.
Em meio às atividades, a celebração dos 30 anos despertou sentimentos de nostalgia e pertencimento entre participantes, ex-integrantes e coordenadores que acompanharam a trajetória do programa ao longo das últimas décadas. Histórias compartilhadas, reencontros e lembranças evidenciaram o impacto duradouro do Trilhas Potiguares na formação acadêmica, profissional e humana de milhares de estudantes. Mais do que recordar o passado, a edição realizada no Pará reafirmou a permanência dos valores que sustentam o programa desde sua criação: o compromisso com a cidadania, a valorização dos saberes populares, o fortalecimento das comunidades e a crença de que a universidade pública deve estar presente onde ela é mais necessária. Assim, os 30 anos do Trilhas Potiguares não representaram apenas a comemoração de uma trajetória consolidada, mas também a renovação do compromisso de continuar construindo novas histórias e ampliando os caminhos da extensão universitária para as futuras gerações.
